Titio Tim, quero um teclado dock lightening!

Escrever no iPhone com o teclado dock do iPad é uma das coisas mais Hipsters que já tive a oportunidade — e a geekagem de fazer.

A tecla “R” do teclado está soltando, ele não tem design para suportar o iPad Air de modo seguro, mas ainda é um dos melhores pedaços de Hardware que já comprei.

No iPhone, no entanto, usando um adaptador 30-Pinos — Lightening (Não testei os genéricos, estou falando do oficial da Apple, sempre mais caro), ainda apresenta um conjunto estável, talvez o conjunto mais estável desde que testei pela primeira vez em um iPod Touch de 4ª geração.

Meu teclado ainda está meio riscado — quem tem criança teria que ter muito mais cuidado com periféricos do que eu — mas funciona perfeitamente.

Uma das minhas frustrações é a Apple ter descontinuado o teclado dock. Ele foi desenhado para caber um iPad de primeira geração, cabia um iPad 2 de forma meio gambiarra, e o conector lightening praticamente matou o periférico — exceto para mim, que ocasionalmente me sinto confortável usando-o com meu iPhone 5 para escrever textos mais longos.

O único defeito dele é ter tido que ser pesado, para equilibrar o conjunto sobre a mesa: isso diminuiu sua portabilidade, e deve ter sido uma das coisas que levou a Apple a tomar a decisão de descontinuá-lo.

Sigo usando, e parafraseando Fernando Pessoa, fá-lo-ei “enquanto Deus mo permitir”. E seria um feliz proprietário de uma versão lightening, caso a Apple — ou outro fabricante de acessórios — decidisse fabricar um compatível com lightening.

Spotify mata Rdio a pau no Brasil

Com a promessa de acabar com a pirataria na terra do jeitinho, o Spotify desembarcou no Brasil apostando pesado em seu modelo freemium. O modelo que os inspira é bater no grátis com o fácil. O mesmo modelo que inspirou iniciativas pioneiras como a iTunes Store.

O modelo de Steve Jobs, no entanto, ficou velho. Quem mais quer comprar músicas, mesmo baratas, num mundo onde existe a internet — e o próprio iTunes Match, que limpa todas as consciências digitais? No entanto, o mercado de empresas como Rdio, Pandora e Spotify não para de crescer. Encontrar músicas on-line pode ser difícil — ou até perigoso, dado que as redes p2p estão infestadas de vírus.

Assim, pagar um mínimo mensal — tudo a ver com nossa disposição para comprar mais caro em 999 prestações mensais — e ter um enorme acervo à disposição facilmente pesquisável tem enorme potencial para abater a prática de realizar downloads ilegais. Deve ficar confinado a certos geeks, que sabem se proteger, e preferem ter mais trabalho para economizar palitos.

O App do Spotify tem uma interface meio confusa, mas é estilosa, e faz bem o seu papel. Apesar de mais consistente, o App do Rdio (serviço que eu assinei por meses até a semana passada) tem um comportamento irritante, quando você seleciona músicas para ouvir off-line. Ele requer uma escolha “tudo ou nada”: você marca uma música para baixar aos “dispositivos móveis” e ela baixa. Em TODOS!

A abordagem do Spotify faz mais sentido. Permite que suas listas sejam baixadas para fruição off-line. Convenhamos, é assim que ouvimos música hoje em dia. As listas de músicas baseadas em humor (concentração, relaxamento, energização) são outro show à parte no App.

Mas o que mata a pau no Spotify em relação a qualquer serviço de rádio digital que eu já tenha tentado antes é o modelo freemium: se você não assina, continua tendo acesso a todo o catálogo musical. A única restrição, obviamente é a habilidade de baixar as músicas, e também a de selecionar qualidade de 320kbps.

Audiófilos me mordam, a diferença entre 160 e 320 kbps só pode ser percebida por gente muito fresca Sensível, e ainda assim, com um bom sistema de som. Deste modo, o Spotify está disponibilizando todo o seu acervo gratuitamente para consumo online. Está cobrando pelas (pequenas) facilidades adicionais. Ouvir música virou commoditie. Já estava na hora.

Deste modo, é possível que a declaração de Gustavo Diament, diretor-executivo do Spotify na América Latina, ao site Olhar Digital seja factível: melhor entrar no website deles ou num App de smartphone do que arriscar um vírus nos pirate bays da vida…