Adaptação

Há um certo tipo de paralisia que é conhecido como “harmonia”, seguindo a tendência humana regular de dar nomes virtuosos para seus vícios. Ela consiste na ausência de desarmonia, e pode ter uma aparência bem sólida — dependendo do ângulo em que é vista — mas se desmancha como um nó falso, diante de qualquer desafio. Isso é diferente de uma harmonia ativa, onde as pessoas estão engajadas na prevenção dos desastres, não apenas no reparo ao dano infligido, porque nunca viram seus sinais com antencedência.

Um pouco de ficção coletivista

O livre mercado (achando que resolveria todos os problemas da humanidade) se olhou no espelho e viu o estado (que pensava o mesmo de si mesmo). Decidiram então combinar forças e criar o capitalismo de estado, que não resolve nada, complica tudo, e ainda põe os dois personagens iniciais dessa história numa vibe de acusação mútua.

Mas, Alexandre, e o que resolve todos os problemas da humanidade?

Sei lá. Por quê teria que saber? 😛

Reflexão

Aqueles psicólogos que melhor executam o seu trabalho são os que, em algum momento da vida, notadamente durante uma crise terrível, alienaram-se no outro, esquecendo-se de si mesmos e vivendo segundo as espectativas e os desejos de alguém. Após voltarem ao prumo, estas são pessoas sensíveis, dotadas de um raro talento para colocarem-se na pele de seus pacientes.

Alexandre Costa e Silva

(nota para um post mais longo no Diário de um Psicoterapeuta)