Talvez em 1954, Rothbard conheceu a russa Ayn Rand, que estava escrevendo seu romance filosófico Atlas Shrugged [Quem é John Galt?]. Mais tarde, ele foi um dos convidados a seu apartamento para uma leitura de trechos concluídos do livro. Rand ficou horrorizada ao saber que Rothbard era casado com uma mulher religiosa, e em 1958 insistiu que o casal deveria divorciar-se. Em resposta, Rothbard abandonou o círculo de Rand.

Biografia: Murray N. Rothbard

Libertária, está moça! #SóQueNão

O fato é que a economia de livre mercado, e a especialização e divisão de trabalho que ela implica, é de longe a forma mais produtiva de economia conhecida pelo homem, e foi responsável pela industrialização e pela economia moderna sobre a qual a civilização foi construída. Esta é uma feliz consequência utilitária do livre mercado, porém não é, para o libertário, a razão primordial para o seu apoio a este sistema. Esta razão primordial é moral, e tem suas raízes na defesa dos direitos naturais da propriedade privada que foi demonstrada acima. Mesmo se uma sociedade baseada numa invasão despótica e sistemática dos direitos fosse provada como mais produtiva do que o que Adam Smith chamou de “o sistema da liberdade natural”, o libertário ainda assim apoiaria este sistema. Felizmente, como em tantas outras áreas, o utilitário e o moral, assim como os direitos naturais e a prosperidade geral, andam de mãos dadas.

Trecho de: Murray N. Rothbard. “O Manifesto Libertário.” iBooks.