É assente que o direito a imagem e a honra é inviolável. Nem precisaria estar escrito, mas o constituinte de 1988 fez questão de trazer no inciso X do artigo 5º da Carta da República. E que não se queira falar em liberdade de imprensa e direito à informação. No caso, não houve nem a propositura da denúncia pelo Ministério Público, estando a matéria em fase de apuração, investigação, a qual deve deter a melhor descrição e sigilo. Afinal, nenhum direito, mesmo que fundamental, é absoluto.

Maria Marleide Maciel Queiroz, Juíza da vara de família que decidiu acatar o pedido de censura prévia feito pelo governador Cid Gomes contra a revista IstoÉ, que vinculava seu nome ao escândalo revelado pela operação Lava Jato da Polícia Federal, relativizando nosso direito à vida, um direito fundamental absoluto.