a publicidade oficial de 2015 deve ser focada em São Paulo.

Ministro Thomas Traummann, (sei lá de que, são tantos), em documento interno vazado para a Folha.

Se estamos sendo mal avaliados, vamos fazer mais propaganda. É assim que um governo de ambições totalitárias vê o seu povo: como massa de manobra.

E este povo se comporta como tal, mais frequentemente do que não. A manifestação das diretas deu música do Chico Buarque. Dilma deve estar como o Figueiredo de Chico (O real estava de um dos lados, desmontando a merda que os milicos fizeram em 20 anos de ditadura).

A canção (‘Pelas tabelas’, hoje um clássico do período da redemocratização) é composta da perspectiva de Figueiredo, mas cabe como uma luva em Dilma:

“Ando com minha cabeça já pelas tabelas

Claro que ninguém se toca com a minha aflição

Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela

Eu achei que era ela puxando o cordão

Oito horas e danço de blusa amarela

Minha cabeça talvez faça as pazes assim

Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas

Eu pensei que era ela voltando pra

Minha cabeça de noite batendo panelas

Provavelmente não deixa a cidade dormir

Quando vi um bocado de gente descendo as favelas

Eu achei que era o povo que vinha pedir

A cabeça de um homem que olhava as favelas

Minha cabeça rolando no Maracanã

Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas

Eu jurei que era ela que vinha chegando

Com minha cabeça já pelas tabelas

Claro que ninguém se toca com a minha aflição

Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela

Eu achei que era ela puxando o cordão

Oito horas e danço de blusa amarela

Minha cabeça talvez faça as pazes assim

Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas

Eu pensei que era ela voltando pra

Minha cabeça de noite batendo panelas

Provavelmente não deixa a cidade dormir

Quando vi um bocado de gente descendo as favelas

Eu achei que era o povo que vinha pedir

A cabeça de um homem que olhava as favelas

Minha cabeça rolando no Maracanã

Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas

Eu jurei que era ela que vinha chegando

Com minha cabeça já numa baixela

Claro que ninguém se toca com a minha aflição

Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela

Eu achei que era ela puxando o cordão

Oito horas e danço de blusa amarela

Minha cabeça talvez faça as pazes assim

Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas

Eu pensei que era ela voltando pra

Minha cabeça de noite batendo panelas

Provavelmente não deixa a cidade dormir

Quando vi um bocado de gente descendo as favelas

Eu achei que era o povo que vinha pedir

A cabeça de um homem que olhava as favelas

Minha cabeça rolando no Maracanã

Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas

Eu jurei que era ela que vinha chegando

Com minha cabeça já numa baixela

Claro que ninguém se toca com a minha aflição

Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela

Eu achei que era ela puxando o cordão

Oito horas e danço de blusa amarela

Minha cabeça talvez faça as pazes assim

Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas

Eu pensei que era ela voltando pra

Minha cabeça de noite batendo panelas

Provavelmente não deixa a cidade dormir

Quando vi um bocado de gente descendo as favelas

Eu achei que era o povo que vinha pedir

A cabeça de um homem que olhava as favelas

Minha cabeça rolando no Maracanã

Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas

Eu jurei que era ela que vinha chegando

Com minha cabeça já pelas tabelas

Claro que ninguém se toca com a minha aflição

Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela… ”

Soa familiar? Quando Chico fala d’Ela, está falando da revolução comunista, aquilo que os militares mais temiam.

O ministro sei-lá-do-quê parece ter a mesma relação com a liberdade individual que o Figueiredo de Chico tinha com a revolução.

O fato é que ser governo é diferente. A solução não é intervenção militar. Não tem solução.

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