Vou-me embora, seus panacas!

Vou-me embora pra Brasília
Lá sou amigo do rei
Lá tenho cargo que quero
Na estatal que escolherei

Vou-me embora pra Brasília
Vou-me embora pra Brasília
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Gilma, a louca estranha
Rainha e falsa demente
Vem mesmo ser conivente
Com a sórdida roubalheira
E como farei ginástica
Eleitor é burro brabo!
Subirei a diretor e
Tomarei o meu lugar!
E quando estiver cansado
E com medo da polícia
Quando de noite me der
Medo de alguém me pegar
Mando chamar um laranja
Pra depois contar histórias
Que no tempo de eu menino
Ninguém ia acreditar.

Vou me embora pra Brasília.
Em Brasília tem de tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a condenação
Tem propina, tem agrado
Tem contrato fraudulento
Tem empreiteiros ricaços
Para a gente faturar

E quando eu estiver rico
Mas rico de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de viajar

Lá sou amigo do rei!
Vou-me embora para a Itália
Para gastar o dinheiro
Que da Petrobras roubei

Vou-me embora, seus panacas!

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