“Se cada homem tiver a liberdade de fazer o que quiser, desde que ele não infrinja a liberdade comum de nenhum outro homem, então ele está livre para cortar seus laços com o Estado, abrindo mão de sua proteção e se recusando a pagar para sustentá-lo. É auto-evidente que, agindo desse modo, ele não faz nada que viole a liberdade dos outros, pois sua posição é passiva e, como tal, ele não pode ser um agressor”

Herbert Spencer

¡Amemos!
Si nadie sabe ni porqué reímos ni por qué lloramos;
si nadie sabe ni porque vinimos ni por qué vamos;
si en un mar de tinieblas nos movemos,
si todo es noche en derredor y arcano.
¡A lo menos amemos!
¡Quizá no sea en vano!.

Amado Nervo, poeta argentino.

Aos amigos petistas

Essa eleição foi marcada por inúmeras baixarias. Cometi alguns excessos também. Penso que todos têm o direito de votar em quem quiserem ser ser patrulhados, ou pressionados de algum modo. Essa linha, acredito que não cruzei.

Fiz alusão a “essa quadrilha” para me referir à cúpula do PT, e criei a simpática alcunha “Don Molluscone”, no Facebook, referindo-me a Lula. Comportei-me como um inimigo do petismo. Isso não significa que eu seja automaticamente inimigo de todo petista que conheço (algumas pessoas que amo sinceramente) ou de quem acredite nas desculpas do PT para corromper e dividir o país. Só não acredito nelas. Meu senso de decência e minha inteligência não deixam.

Veja bem, não estou dizendo que você que acredita é burro, ou indecente. Disse apenas que minha inteligência e decência não permitem que eu o faça.

Não gosto de paixões exacerbadas. Isto não quer dizer que não as tenha, ou que as minhas não se exacerbem, de tempos em tempos. Nunca participei de uma campanha política de forma tão intensa quanto desta. Isso porque pensava — como ainda penso — que as revoluções necessárias são dentro do ser humano, e não fora. Mas, desde junho 2013, ando mais político do que de costume. Fui atingido pelo “vento dos tempos”. Sou tão humano quanto um black block.

O que me mobilizou para defender o voto em Aécio Neves foi primeiro que não acredito nas mentiras sobre ele. Ele me parece uma pessoa decente, capaz de discordar sem romper, um cara cordato e cordial, e não o monstro que o petismo construiu nas redes sociais. Segundo, a indignação com esse tipo de campanha suja, que fizeram inclusive contra Marina, no primeiro turno, e que tentaram com Aécio no segundo.

Aí, como de costume, li e assisti a inúmeros depoimentos de ex-petistas, como Hélio Bicudo, e percebi que essa tática de “desconstrução” é bem mais antiga. Foi usada com FHC, e é bem típica de uma esquerda tribalista, que despreza qualquer argumento com uma vaia, sem sequer reparar nele.

Com uma bela história, desde a redemocratização, o PT degenerou em sua pior caricatura. Votou contra o plano real, que chamou de “estelionato eleitoral”, contra a lei de responsabilidade fiscal, e em inúmeros outros assuntos importantes, ficou na contramão da história. Bem, não acredito no que move o PT, porque não acho correta sua maneira de fazer política. Acho autoritária. Acho arrogante.

Assim, se você, que acredita neste PT, não é quadrilheiro, e está magoado comigo, saiba que eu não quis implicar em que você fosse. Mas não vou usar amizade como instrumento de pressão para você votar no meu candidato: eu jamais faria isso. Vote em quem quiser.

Sei também que não funcionaria. Porque se você acredita que é tudo armação da grande imprensa mancomunada com as elites, você está além de qualquer argumento racional em contrário, e não seria “perder uma amizade” que faria você parar e pensar.

Só quero que lembre de uma coisa: o Brasil continua. Em mim, a amizade continua. Seja quem for que ganhe as eleições, eu continuo a ser o mesmo abestado, lírico, bem humorado e às vezes sarcástico — que você conheceu.

Querendo, passe aqui em casa que tem abrigo, um café quentinho, um abraço amigo e alguns insultos… Amigáveis, é claro.

Alexandre Costa e Silva

26/10/2014

Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou com Sérgio Guerra, nunca teve negócio com ele e nunca trabalhou para o PSDB. Estamos pedindo uma impugnação do depoimento do Leonardo e uma acareação entre eles.

Antônio Figueiredo Bastos, advogado do doleiro Alberto Youssef