Um pouco de ficção coletivista

O livre mercado (achando que resolveria todos os problemas da humanidade) se olhou no espelho e viu o estado (que pensava o mesmo de si mesmo). Decidiram então combinar forças e criar o capitalismo de estado, que não resolve nada, complica tudo, e ainda põe os dois personagens iniciais dessa história numa vibe de acusação mútua.

Mas, Alexandre, e o que resolve todos os problemas da humanidade?

Sei lá. Por quê teria que saber? 😛

Gente como a gente

A gente canta, a gente dança
A gente janta junto
A gente fica sem assunto
A gente cansa

A gente mede o sofrimento
Com a régua da distância
Entre querença e precisança
A gente reflete o outro
No espelho do olhar
E a gente também se vê lá.

A gente vai pelo caminho
A gente vai Junto e sozinho.

A gente esquece que é de terra
E, dolorosa e lentamente,
como quem morre só
A gente lembra humildemente
que é tudo do mesmo pó

A gente vai pelo caminho
A gente vai Junto e sozinho.

A gente come, a gente caga
A gente conta muita história
A gente sabe de memória
Muita teoria vaga

A gente vai pelo caminho
A gente vai Junto e sozinho.

A gente lembra a gente esquece
A gente sobe, a gente desce
A gente apanha — e merece!

A gente vai pelo caminho
A gente vai Junto e sozinho.

Alexandre Costa e Silva
03/09/2014 — 20:08

Dar graças a Deus que o Brasil escapou do comunismo não implica defender torturadores e assassinos. Do mesmo modo, condenar a morte de Rubens Paiva e as torturas da ditadura não fará de Roger um esquerdista.

Leandro Narloch, imaginando um universo paralelo no qual Marcelo Rubens Paiva e Roger Moreira seriam analistas imparciais da política, e da ditadura, e não seres humanos, cuja emoção lhes obscurece a razão…

Riqueza não é indicação de mérito e pobreza não é sinal de fracasso. Como argumentei anteriormente, nós devemos defender o livre mercado como um sistema cuja produtividade permite que pessoas sejam artistas, vendedores de discos ou mesmo vagabundos. Pessoalmente, nós podemos elogiar ou criticar alguém por suas escolhas ou por seus valores, mas não devemos argumentar que o mercado é capaz de fazer isso por nós.

Trevor Burrus, explicando por quê mercado não é necessariamente meritocracia.