A Vale só foi privatizada no universo fantasioso do direito empresarial. Seu controle acionário é exercido por fundos de pensão de estatais e pelo BNDES. No mapa de projetos financiados pelo BNDES em território brasileiro, aparecem cerca de R$ 20 bilhões destinados à Vale. Um novo financiamento, para o Complexo Carajás, elevará o total a mais de R$ 26 bilhões. O governo tem ações especiais, as golden share, que conferem direito de veto nas decisões estratégicas da empresa. Ferreira é o interventor informal do governo na Vale, alçado à presidência em operação articulada entre o BNDES e os fundos de pensão, que derrubaram Roger Agnelli. Quando ele move os lábios, quem fala é Lula.

Demétrio Magnoli, escrevendo para a Folha.

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