O verdadeiro motivo da guerra na Faixa de Gaza

A análise isenta de uma guerra em curso é uma tarefa impossível. Sou muçulmano, desde 1998, e isso pesa na minha compreensão dos fatos, preciso admitir, antes de começar a falar deste assunto.

De fato, eu não precisaria me pronunciar: não sou um país, não represento um país e muito menos me sinto representado por nenhum governo, ou estado. Pelo mesmo motivo, não tenho nenhum apreço pelo coletivismo tribal que reacendeu a fogueira da guerra naquela região.

Mas uma discussão acalorada com minha mulher (sempre ela, minha parceira intelectual — e debatedora) mais implacável e inteligente, me levou a escrever este artigo para esclarecer meu ponto de vista sobre o assunto, porque ela encerrou uma discussão bufando de raiva e me acusando — eu, um muçulmano observante — de defender Israel.

Uma pesquisa recente listando os países mais islâmicos do mundo — levando em conta os valores corânicos em sua formulação política e econômica — realizada por um sociólogo iraniano, colocou Israel à frente de todos os países árabes (embora bem abaixo de países como Irlanda e Reino Unido)

Isto não significa que os brutais ataques à faixa de gaza, que não distinguem civis de militares em combate (no caso, terroristas do Hamas), sejam o caminho mais certo a ser tomado. A guerra nunca é justa, nunca é correta. Guerra e justiça são peças que não se encaixam logicamente.

Também não é verdade que a desfasagem na contagem de mortos seja simplesmente devida à utilização de escudos humanos por parte do Hamas — embora eles recorram a esta prática brutal, inconsistente com o Islam ou qualquer outro pacto civilizatório. A defasagem de mortos acontece porque o poderio bélico de Israel é maior, e está sendo massivamente utilizado.

Mas há ainda um outro motivo — geralmente desconsiderado, quando se analisa guerras ou quaisquer fenômenos políticos: o coletivismo tribal. Um país nada mais é do que um tribo ampliada. Toda guerra é coletivista. Toda guerra é a declaração de um “povo” — na verdade da elite dirigente que se declara representante de um “povo” — contra outro “povo”.

Coloco aspas na palavra “povo” porque sei que esta palavra designa uma ficção. Indivíduos são enviados para morrer nas guerras. “Ah, o país sofreu numerosas perdas” — país nenhum sente nada com isso. Quem sente são as famílias das pessoas que morreram, seus amigos, quem lhe amava, de quem ele cuidava.

Um país, um povo, é, por definição, incapaz de amar ou odiar alguém. Um povo não é uma pessoa, com medos, sentimentos, dores, sonhos. É por isso que não se avalia a justiça de uma guerra nem pela contagem de mortos, nem pela descalabrosa lógica da retaliação coletivista. É impossível avaliar a justiça de uma guerra, porque uma guerra é um fenômeno intrinsecamente injusto.

O Hamas serve-se de um discurso e uma lógica coletivistas tal como, admitidamente, de escudos humanos. Israel vinga seus concidadãos usando um discurso e uma lógica da mesma natureza. “Ah, mas Israel é um estado democrático”, diriam alguns. “Ah, mas o Hamas é um grupo terrorista”, diriam outros. Não vou julgar este mérito. Concordo com ambas as afirmações.

O que estou tentando esclarecer aqui é que pessoas sofrem e morrem, como mostram as fotos. Um povo só morre quando seu último membro se estilhaça sobre o pó de onde foi criado. Povos não sofrem, sofrem os pais e amigos dos mortos.

Justiça é responsabilização. C.G. Jung afirmou que um soldado não é nem pode ser responsável pelas mortes de um combate, porque neste ato representava uma nação, e não a si mesmo. Isso é cruelmente verdadeiro. Por isso a guerra é intrinsecamente injusta. Não é possível responsabilizar ninguém pela carnificina. Só é possível, aos que ficam, e aos que sobrevivem, mutilados, lamentar a sua ocorrência. E trabalhar para aboli-la definitivamente.

Enquanto a humanidade não se vir como uma, e ao mesmo tempo como plural e multifacetada, haverá injustiça e guerra no mundo. Israel não é o inimigo. O Hamas não é o inimigo. O inimigo está do lado de dentro. O inimigo é a lógica coletivista, o “somos legião” do novo testamento, para quem não lembra, a resposta do demônio a Jesus.

Por contraditório que isso possa soar, apenas uma perspectiva individualista pode permitir ao homem sentir compaixão e prestar solidariedade. Porque pessoas sentem empatia, um povo, não. Um povo é apenas um aglomerado de pessoas guiadas por outras que podem decidir destruir outro aglomerado de pessoas, a despeito de quem iniciou agressão.

O que cessou a ofensiva americana no Vietnam? Aquela foto da menininha nua, fugindo dos bombardeios. Mas, ficamos mais velhos, e mais indiferentes ao sofrimento. Fotos de crianças em pedaços não vão conduzir a um cessar-fogo.

Recentemente, Israel concordou com a proposta americana de uma trégua. Mal durou um dia. O Hamas sequer considera essa possibilidade. Seus líderes usam escudos humanos e fotos de atrocidades como combustível para o ódio. E chama isto de justiça.

Isto não confere estatura moral a Israel, uma vez que crianças continuam a morrer, após o cessar-fogo, estejam ou não nos escudos humanos palestinos. Quem se envolve diretamente nos combates sente a besta humana vir à flor da pele. E isso não apenas causa estresse pós-traumatico: brutaliza e dessensibiliza.

Combatentes islâmicos do passado, como Saladino, respeitavam a máxima corânica de cessar combate, uma vez que os ofensores tenham desistido.

“Alexandre, mas como aquilo vai se resolver”? Você esperava mesmo, quando começou a ler este artigo, que eu soubesse como?

Há judeus pedindo a paz. Há muçulmanos pedindo a paz. Conto-me entre os últimos.

Termino citando um ateu pacifista que admiro, Jonh Lennon: “Não importam os motivos da guerra, a paz ainda é mais importante que eles.”

Um menino esquecido

Eu ia contar a história de um menino esquecido e desorganizado, mas me esqueci de como ele era.

A única coisa de que me lembro é de como ele sonhava acordado. Todos os anos ele elegia uma musa da sala de aula para amar platonicamente. E todos os anos dava um jeito de fazer papel de ridículo na frente dela, apesar de seus esforços na direção oposta.

Ele escrevia poemas, esse garoto. Principalmente sobre as musas, mas também sobre a sua imensa solidão. Triste, naqueles anos. Mas o tempo transforma as coisas de maneiras inusitadas.

Aquela solidão que fora o fardo de seus primeiros anos, tornou-se um bem cuidado jardim, cultivado com esmêro, e extremamente desejado, depois de tanta gente ter necessitado de seu amparo como psicólogo.

Era o alvo dos valentões. Em anos mais recentes, isso se americanizou (nada mais justo, pois os americanos são campeões nesse esporte sádico) e ganhou o apelido internacional de bullying.

Defendia sempre quem estava em posição desfavorável, como ele. Era dono de uma coragem insuspeitada. Franzino, gordinho, suando, nada atrativo ao sexo oposto.

Virava uma fera quando os meninos da rua provocavam uma pobre mendiga, a quem alcunhavam de “macaúba” porque ela tinha um grande caroço no pescoço, visível sob a pele.

Pedras voavam sobre os valentões. Nenhuma acertava o alvo. As que eles atiravam de volta, no entanto, eram estranhamente certeiras. Menino triste. Mas tinha, como José, filho de Jacó, retratado na poesia de Caetano Veloso, Um Egito brilhando no umbigo.

Estou no fundo do poço
Meu grito lixa o céu seco
O tempo espicha, mas ouço
o eco
Qual será o Egito que responde
E se esconde no futuro
O poço é escuro, mas o Egito resplandece
No meu umbigo, e o sinal que vejo é esse
De um fado certo Enquanto espero, só comigo e mal comigo No umbigo do deserto.

Essas eram palavras e melodia poderosas, que, anos depois da sua infância, embalaram suas precoces frustrações de adulto jovem deprimido.

Uma vez, caiu de amores por uma jovem com Síndrome de Down, ainda no antigo “primário”. Seus pais demoravam a vir buscá-la na escola. Ele a fitava, de longe, contemplativo. Em sua mente, via gueixas japonesas tocando alaúde, evocadas pelos olhinhos puxados da pequena.

Romântico incorrigível. Mais tarde, conheceu o amor, e descobriu que era a ele demasiado suscetível. Era brinquedo na mão das musas. Uma musa distante liberta. Uma conquistada, aprisiona.

Viveu o temor de ser homem, e de desejar uma mulher. Viveu o oposto das histórias de fada, a negação do amor, na plenitude da vivência deste mesmo amor. Descobriu que o amor é uma coisa curiosa, que tem muitas realidades, nem todas felizes, e apenas um nome, coisa confusa. Mas encontrou dentre os amores que viveu, alguns que lhe marcaram e lhe transformaram, pela dor, e pelo deleite.

Encontrou mulher e filhos, o garoto esquecido. Viveu e vive dentro de cada homem, dentro de cada ser criativo, o nerdinho porralouco que virou bicho grilo, e se cansou das máscaras e mergulhou no não-ser, e se tornou quem sempre fora, quando esqueceu que – para além de um garotinho solitário, e triste, e feio, e rejeitado, era um buscador.

Buscava uma verdade que poucos encontram, por seu próprio esforço, mas que encontra a todos, de um modo ou de outro. Buscava o absoluto. Por isso era difícil, após os anos da sua juventude, dizer com que se parecia.

Se era intelectual, ou apenas um simplório idiota; Se era sábio, ou apenas um tolo informado;
Se era Grande, ou apenas um pobre coitado. Se era humilde, ou demasiado altaneiro. Era assim, esse garotinho indefinível, e indeterminado. E assim é.

Alexandre Costa e Silva

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Boulos, PT e toda essa gente não vão construir o socialismo no Brasil. Socialismo não há mais. Eles são, isto sim, é autoritários. E têm o anseio de tomar o lugar da sociedade.

Reinaldo Azevedo, em resposta a Guilherme Boulos. O maior (e melhor) preparo intelectual do primeiro é indubitável. Mas a análise que Azevedo faz do conflito em Israel é infelizmente, coletivista demais pro meu gosto.

Titio Tim, quero um teclado dock lightening!

Escrever no iPhone com o teclado dock do iPad é uma das coisas mais Hipsters que já tive a oportunidade — e a geekagem de fazer.

A tecla “R” do teclado está soltando, ele não tem design para suportar o iPad Air de modo seguro, mas ainda é um dos melhores pedaços de Hardware que já comprei.

No iPhone, no entanto, usando um adaptador 30-Pinos — Lightening (Não testei os genéricos, estou falando do oficial da Apple, sempre mais caro), ainda apresenta um conjunto estável, talvez o conjunto mais estável desde que testei pela primeira vez em um iPod Touch de 4ª geração.

Meu teclado ainda está meio riscado — quem tem criança teria que ter muito mais cuidado com periféricos do que eu — mas funciona perfeitamente.

Uma das minhas frustrações é a Apple ter descontinuado o teclado dock. Ele foi desenhado para caber um iPad de primeira geração, cabia um iPad 2 de forma meio gambiarra, e o conector lightening praticamente matou o periférico — exceto para mim, que ocasionalmente me sinto confortável usando-o com meu iPhone 5 para escrever textos mais longos.

O único defeito dele é ter tido que ser pesado, para equilibrar o conjunto sobre a mesa: isso diminuiu sua portabilidade, e deve ter sido uma das coisas que levou a Apple a tomar a decisão de descontinuá-lo.

Sigo usando, e parafraseando Fernando Pessoa, fá-lo-ei “enquanto Deus mo permitir”. E seria um feliz proprietário de uma versão lightening, caso a Apple — ou outro fabricante de acessórios — decidisse fabricar um compatível com lightening.

Entre muitas, há três maneiras principais de entender o Decreto 8.243:
a) a apocalíptico-barulhenta;
b) a da Poliana distraída;
c) a realista.

A apocalíptico-barulhenta pretende que, uma vez em vigência, o decreto institui definitivamente o comunismo no Brasil, e nada mais se poderá fazer. Seria o golpe final das esquerdas na democracia representativa. Por intermédio dele, os esquerdistas tomariam conta da administração e ponto final. O passo seguinte seria, sei lá eu, o Armagedom ou a luta armada. É uma tolice. Aliás, os esquerdistas que defendem aquela porcaria vibram quando encontram um caricato desses pela frente porque não é difícil ridicularizar esse delírio.

Há a leitura das Polianas Distraídas. Essas insistem em afirmar que o decreto de Dilma, o que é verdade, não cria nenhum conselho novo. E daí? Só faltava, agora, o Executivo criar também os conselhos por iniciativa unipessoal da chefe do Executivo. Aí estaríamos numa monarquia absolutista. Esses distraídos também dizem que a participação popular está prevista na Constituição e que não há nada de errado nisso.

E há a versão realista. O PT não vai instituir, obviamente, o comunismo no Brasil porque, pra começo de conversa, nem comunista é. Mas tem uma visão autoritária do poder e busca, desde que foi criado, tomar conta do Estado Brasileiro, um processo que, obviamente, está em curso. E, isto sim, não é difícil de demonstrar.

Reinaldo Azevedo, em artigo descrevendo claramente o que querem os esquerdosos populistas com o decreto bolivariano da presidANTA.

Eu e Deus — a minha fé

A influência de lugares e objetos sagrados está em direta proporção com a reverência com que uma pessoa se relaciona com eles. Um livro, um tasbi, uma tekkia, e até mesmo a sagrada Caaba e o Nobre Alcorão — tudo isso só influencia e enriquece a quem se põe num correto relacionamento com estas coisas.

A busca pelo sagrado está no âmago da humanidade. Ateus vão demonstrar, secos e diretos, com sua cortante navalha de Occam, que somos nós quem criamos o divino, para lidar com o fato básico e incontestável da finitude.

O quão desprovido de maravilha é um cosmos aleatoriamente nascido de um caos inexplicável, que avança em direção à implacável e sempre vencedora entropia que nos devora com sua boca escancarada, o tempo! Seu apetite é insaciável! Segundo os ateus, a vida seria insuportável sem a capacidade de imaginar deuses, sem a deificação de fatos naturais, sem a antropormofização do eterno como uma mentira heróica, uma tentativa inútil e fadada ao fracasso de enganar a eternidade.

Quanto a está última, nunca ninguém provou sua existência. Até onde sabemos, tudo começou numa explosão insólita, e numa contínua expansão que representa a combustão do nada que explodiu (ou do tudo super-condensado, que não passa da mesma coisa). Até onde sabemos, a própria eternidade é uma mentira bem contada, repetida ad nauseum até que fosse dada como real, ainda que não passe de uma abstração desprovida de alicerce empírico.

Uma pessoa que concebe a realidade assim, não possui desenvolvidas as faculdades que lhe permitiriam conectar-se a um objeto sagrado, impregnado de memória humana, saturado de ações heróicas, irradiando a generosidade, a misericórdia, a paciência e a humildade do homem ou dos homens que a usaram para curvarem-se ao criador dos mundos.

Sim, porque através dos sentidos ordinários se captam os fatos, o empíreo, o palpável, aquilo que tem a concretude de uma pedra em queda livre sobre a nossa cabeça. Mas além destes sentidos, há outros. Há uma inquietude, aquela que move os santos e os mártires, e os heróis. Aquela que vai além de si mesma e da inexorável evolução da vida, e seu legado de auto-preservação e auto-interesse.

Essa inquietude, essa sensação de que a verdade está sempre além dos fatos, que não se confunde com eles, que não pode ser transmitida em palavras — como dizem os sufis, “quem prova, sabe”. Ela é a abertura que algumas pessoas desenvolvem em direção ao sagrado. É essa falta, essa fome interior, essa sensação de que o mundo sensível é que é um sonho — platônica, plotínica, se quiser, sempre animando os grandes feitos humanos. Ela vale a pena.

Ela permite o uso de instrumentos, através dos quais uma pessoa se relaciona com algo que a humanidade chama de Deus, no esforço libertário de romper os grilhões da deificação da natureza, o paganismo, ou o ateísmo. Estes instrumentos nos ligam a uma longa cadeia de memórias. Eles contam a história imemorial da humanidade, através dos mitos.

É uma bem contada mentira que um mito seja uma mentira. Um mito é conhecimento condensado, “experiência desidratada”, no dizer de Idries Shah. Uma história mítica de ensinamento, ou um texto religioso é um documento tão técnico quanto um paper acadêmico, com a vantagem de ser alegórico, polissêmico, transistórico, e principalmente fecundo.

Um ano a ciência condena o chocolate, no outro, ele é bom para a depressão. Carne vermelha já foi o vilão como resultado de diversas pesquisas, e outras apontam o seu valor inestimável em uma dieta saudável. Não estou condenando isso. Esta é a ciência sendo ciência. Eterna negadora de si mesma. A ciência é o melhor uso que se pode fazer da dúvida.

O pior é a esterilidade do ateísmo. Ele não atinge a Deus, nem aos verdadeiros homens de fé. Ele não é incompatível com a moralidade, como o querem religiosos literalistas (termo que considero mais exato que fundamentalismo, como explico adiante). Por este motivo, tenho amigos ateus, converso com eles, e silencio, quando fazem troça de minha profunda conexão com o sufismo e a tradição islâmica. Parafraseando Jesus, eles não sabem o que fazem.

Não tenho orgulho de minha relação com Deus, tenho uma sorte tremenda de haver encontrado em meu caminho pessoas que acenderam em meu coração a chama eterna da busca por esse amor infinito, e me ensinaram que não se explica o inexplicável: simplesmente se guarda no coração os tesouros da memória, a experiência do sagrado, e sua influência em todas as escolhas da minha vida.

Por este motivo me considero um fundamentalista. Adiro ao fundamento básico de todas as religiões, em todos os tempos, e este fundamento é o amor. O amor de Deus pela humanidade, correspondido ou não. O amor de Deus não requer sequer uma conversão religiosa. Ele está lá quando você vence, e também quando você fracassa miseravelmente. Ele sustenta o próprio tecido do Universo.

Por este motivo, os fatos são usáveis, mas a verdade, no sentido absoluto, é inapreensível. Ela jaz no âmago da jornada humana sobre a terra, e continuará a produzir “big bangs” de ébria criatividade dentre os amantes que encontram Deus na imanência e o percebem nas sutilezas da transcendência.

…The general lesson for our times is clear: When fighting a war against an enemy, the enemy must be destroyed, and decisively, without excessive concern for who is an active soldier.

However, the first step is to identify the enemy. In this case, the enemy is not just Hamas, which kidnapped and murdered the teenage boys and has been firing rockets at Israeli cities from their strongholds in Gaza for years. The enemy is also Fatah, which in addition to its own horrific list of terrorist attacks, sits proudly in a unity coalition with Hamas and pays the substantial salaries of all of the terrorists.

And yes, the enemy is also the civilians who voted these two terrorist organizations into power. Not every German was an active Nazi, just as not every Gazan is an active Hamas member, and not every Arab resident of Samaria is an active member of Fatah paying the terrorists to kill Jewish children.

Nonetheless, an enemy is an enemy and the only way to win this war is to destroy the enemy, without excessive regard for who is a soldier and who is a civilian. In Dresden, in Berlin, in Nagasaki, and in Hiroshima, the Americans and/or their allies massively bombed enemy-controlled cities into submission, killing hundreds of thousands of enemy civilians and causing the enemy’s political leadership to surrender. The only way to win a war is by hitting them very, very hard and ignoring international condemnation.

David Rubin, em Artigo para o Israel National News, demonstrando a lógica coletivista da retaliação.

Lembrou-me a regra tribal pré-islâmica de justiçamento: homem por homem, mulher por mulher, criança por criança, não importando quem derramou sangue e quem só teve o azar de nascer na mesma tribo.

O Islam é, e tem sido por séculos, a articulação do amor universal de Allah por sua criação e por sua unidade, e tudo o que isto implica para o desenvolvimento humano e econômico.


Islam is, and has been for centuries, the articulation of the universal love of Allah for his creation and for its unity, and all that this implies for all-encompassing human and economic development

Hossein Askari, em entrevista para a BBC, comentando a pesquisa que colocou a Irlanda como o pais mais alinhado com os valores corânicos do mundo, e Israel à frente de todos os países ditos “islâmicos”.