iTech Hoje 057: Automação no Mac

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Neste episódio do iTech Hoje, Alexandre Costa, Vladimir Campos e Otávio Cordeiro falam sobre diferentes ferramentas de automação no Mac, em um episódio gravado e editado pelo Alexandre quase totalmente em um iPad.

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Spotify mata Rdio a pau no Brasil

Com a promessa de acabar com a pirataria na terra do jeitinho, o Spotify desembarcou no Brasil apostando pesado em seu modelo freemium. O modelo que os inspira é bater no grátis com o fácil. O mesmo modelo que inspirou iniciativas pioneiras como a iTunes Store.

O modelo de Steve Jobs, no entanto, ficou velho. Quem mais quer comprar músicas, mesmo baratas, num mundo onde existe a internet — e o próprio iTunes Match, que limpa todas as consciências digitais? No entanto, o mercado de empresas como Rdio, Pandora e Spotify não para de crescer. Encontrar músicas on-line pode ser difícil — ou até perigoso, dado que as redes p2p estão infestadas de vírus.

Assim, pagar um mínimo mensal — tudo a ver com nossa disposição para comprar mais caro em 999 prestações mensais — e ter um enorme acervo à disposição facilmente pesquisável tem enorme potencial para abater a prática de realizar downloads ilegais. Deve ficar confinado a certos geeks, que sabem se proteger, e preferem ter mais trabalho para economizar palitos.

O App do Spotify tem uma interface meio confusa, mas é estilosa, e faz bem o seu papel. Apesar de mais consistente, o App do Rdio (serviço que eu assinei por meses até a semana passada) tem um comportamento irritante, quando você seleciona músicas para ouvir off-line. Ele requer uma escolha “tudo ou nada”: você marca uma música para baixar aos “dispositivos móveis” e ela baixa. Em TODOS!

A abordagem do Spotify faz mais sentido. Permite que suas listas sejam baixadas para fruição off-line. Convenhamos, é assim que ouvimos música hoje em dia. As listas de músicas baseadas em humor (concentração, relaxamento, energização) são outro show à parte no App.

Mas o que mata a pau no Spotify em relação a qualquer serviço de rádio digital que eu já tenha tentado antes é o modelo freemium: se você não assina, continua tendo acesso a todo o catálogo musical. A única restrição, obviamente é a habilidade de baixar as músicas, e também a de selecionar qualidade de 320kbps.

Audiófilos me mordam, a diferença entre 160 e 320 kbps só pode ser percebida por gente muito fresca Sensível, e ainda assim, com um bom sistema de som. Deste modo, o Spotify está disponibilizando todo o seu acervo gratuitamente para consumo online. Está cobrando pelas (pequenas) facilidades adicionais. Ouvir música virou commoditie. Já estava na hora.

Deste modo, é possível que a declaração de Gustavo Diament, diretor-executivo do Spotify na América Latina, ao site Olhar Digital seja factível: melhor entrar no website deles ou num App de smartphone do que arriscar um vírus nos pirate bays da vida…

Este, sim, é o “filho do Brasil” que eu acredito. Venceu pelos próprios méritos. Escolhido por Lula pelos motivos errados, o racismo fascista da estúpida ideologia da reparação, a vida de Joaquim Barbosa foi coroada pelo enfrentamento sem medo dos corruptos poderosos que Lula viria a proteger anos depois.

Sua história dava filme. Pena que ele mesmo comungue da ideologia racista (é a favor das cotas raciais). Se olhasse para sua própria trajetória do ângulo certo, veria que sob um regime de cotas, sua vitória seria uma concessão dos “ungidos”, não resultado direto de seu incessante esforço.

O petismo, obviamente, não é e nunca foi, digamos, “progressista”. A turma é autoritária, aí sim, e isso, obviamente, é outra coisa. O petismo é hoje um meio de vida. A turma se apoderou do estado e não quer largar o osso de jeito nenhum. E aí vale tudo.

Ninguém jamais definirá o petismo de forma mais crua, contundente e verdadeira do que o velho tio Rei. Mais cedo citei Magnoli, um pensador inteligente de esquerda, e agora, um pouco de inteligência de direita pra não começar o sábado caxingando! :-)

Nas democracias, o equilíbrio entre os direitos de manifestação e de circulação no espaço público deriva de uma série de regras. Manifestações são autorizadas mediante aviso prévio às autoridades e acertos sobre lugares de concentração e trajetos de passeatas. No Brasil, nada disso existe pois não interessa ao Partido: a vigência de regras gerais, de aplicação indistinta, restringiria as oportunidades de orquestração de ações de “baderna” moduladas em cenários de disputa eleitoral. O problema de Dilma é que, na hora da Copa, emergiram movimentos que nem sempre se subordinam às conveniências do Partido. A presidente resolveu, então, militarizar provisoriamente o país. No poder, o lulopetismo oscila entre a política da “baderna” e o recurso ao autoritarismo.

O sempre preciso Demétrio Magnoli, em artigo para a Folha.

Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.

Luis Inácio Lula da Silva, antes de fazer, do programa Bolsa Família (que unificou todos os outros programas de renda mínima do governo FHC sob o novo nome) sua principal moeda eleitoral. Não custa lembrar…