Congruência na fé e na política

Se todos os que falam em “salvar os desamparados” engajassem-se realmente em atividades humanitárias, em vez de advogar que o estado fizesse isso através da desapropriação compulsória, o mundo seria bem melhor.

Infelizmente, quando falam que o mundo deveria ser melhor, não querem dizer que isso deveria ser resultado de sua ação direta, mas de um intermediário que precisa ser louvado, venerado e obedecido, e não, não estou falando de Deus.

Isto também vale para a fé: idéias de Deus comandando tudo e escolhendo “campeões da fé” que abraçam o dogma negligenciando que a justiça divina atua também através deles mesmos são o pior tipo de hipócritas.

Deus, o estado, não há ninguém entre você e o que quer fazer. Apenas você mesmo e sua auto-imagem vitimizada, impotente, inconsciente do próprio valor para os demais.

Um humanitarismo engajado, praticado com o ardor com que se defendem idéias políticas seria a única coisa que tornaria o estado realmente desnecessário.

Alexandre Costa e Silva

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