Rodrigo Constantino, sobre Rothbard e o Anarco-Capitalismo

O senhor criou algumas desavenças com os libertários/anarcocapitalistas, aos quais tece muitas críticas. Em seu ver, qual o grande problema nos admiradores de Rothbard e Hoppe?

A intolerância. Quando o sujeito pensa que descobriu uma pedra filosofal, uma receita mágica que responde tudo, um critério ou um único valor ético absoluto que servirá de base para definir todos os aspectos da vida em sociedade, ele passa a ser intolerante com as divergências, com a pluralidade. A vida é mais complexa que isso, conta com valores em choque, muitas vezes incomensuráveis, em conflito insolúvel. Há apenas “trade-offs” nesses casos, não soluções. Essa deve ser, em minha opinião, a postura realmente liberal. Mas alguns “ancaps” não aceitam isso, pois eles “sabem” o que é certo, em todos os casos, sempre, com base nessa receita de bolo simples (simplista). É limitado demais, até infantil. E essas pessoas acabam flertando com um radicalismo que me parece incompatível com a postura mais humilde do liberalismo.

Rodrigo Constantino, em resposta a uma entrevista ao grupo EPL (Estudantes pela liberdade)

Tenho que concordar que atacar a própria existência do estado é um bom salvo-conduto para não ter que pensar em uma alternativa, já que — Sorry guys— It will never happen.

No entanto, pregar que a privatização é panacéia pra tudo também não seria simplista?

Aplicando sua inteligência à produção de sofismas, Marco Aurélio argumentou que a ausência da Rede não prejudicaria as eleições de 2014, pois, afinal, o País não carece de partidos. Na esfera exclusiva da lógica burocrática, o ministro tem razão: todos poderão votar em partidos que não representam ninguém, mas cerca de um quarto do eleitorado experimentará a impossibilidade de sufragar a candidata de sua preferência. De certo modo, o Irã é aqui.

Demétrio Magnoli, sobre o indeferimento do partido de Marina Silva.

Sem dúvida, a professora foi racista. Não estávamos discutindo racismo em sala de aula, e não tínhamos embasamento teórico para discutir esse tipo de texto. A gente não tinha a menor condição para ler e refutar esse tipo de texto. Eu não tenho condições intelectuais para discutir esse texto e sou humilde.

Aluna da UFF, admitindo que não sabe refutar cientificamente a tese de que os negros são inferiores, enquanto processa a professora por esse motivo…

Burrice premiada: Aluna da UFF acusa professora de discriminação por aplicar prova com texto sobre racismo

Burrice premiada: Aluna da UFF acusa professora de discriminação por aplicar prova com texto sobre racismo

Criar pessoas com elevada qualificação em países onde a atividade mais rentável é pressionar o governo por favores não é uma fórmula de sucesso.

William Easterly, do Banco Mundial, em “O Espetáculo do Crescimento”

Biografia: Rose Wilder Lane

Biografia: Rose Wilder Lane