Neste podcast, pela primeira vez em vídeo, conversamos com Daniel Gold, autor do livro “Evernote®: The unofficial guide to capturing everything and getting things done”. O Episódio foi gravado em inglês. Devido à nossa falta de tempo, está sendo publicado assim, editado, mas não legendado. Quem quiser se habilitar à tarefa, entre em contato conosco pelos meios usuais. Quem concluir essa tarefa, ganhará um exemplar do livro do Dan Gold, em formato eBook ou Audiobook.

In this episode, for the first time on video, we talked to Daniel Gold, author of the book “Evernote®: The unofficial guide to capturing everything and getting things done”. The episode was recorded in english. Due to our lack of time, it’s being published this way, edited, but without subtitles. Who wishes to volunteer to this noble task will be given a copy of Dan’s book, in ebook or audio format.

Resposta da Casa da Esperança à nota infame da colunista Regina Marshall no dia 14/03/2012

A Casa da Esperança é uma fundação que atua no atendimento integral e na defesa dos direitos de pessoas com transtornos do espectro autista. Nosso trabalho é reconhecido nacionalmente, e já colaborou com centros internacionais de pesquisa e atendimento, como o Autism Program at Yale, e o Projeto Genoma Humano.

Os fundadores e diretores da Casa da Esperança são todos familiares de pessoas com autismo, cujos próprios filhos lá recebem atendimento; sua própria existência é a realização do um sonho de construir uma comunidade pluralista, inclusiva e democrática, garantindo a todas as pessoas com autismo um atendimento público e de qualidade.

Além disso, está no DNA da nossa organização a participação política em conselhos de defesa de direitos. Já tivemos representantes no COMDICA, e atualmente temos uma cadeira no CEDEF, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas Com Deficiência.

Nosso representante no CEDEF, Alexandre Mapurunga, presidiu o conselho em sua última gestão, de maneira intensamente atuante, e foi selecionado para participar de um programa da ONU que visa a implementação da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, que teve lugar em Genebra, na Suíça, no último trimestre de 2011.

Temos uma Diretoria específica de Defesa dos Direitos Humanos em nosso estatuto, atuante no dia-a-dia da instituição, que não apenas orienta famílias no sentido de procurarem seus direitos, como atua diretamente na denúncia e colaborando ativamente com a apuração de qualquer abuso sofrido por pessoas com deficiência, especificamente com autismo.

A Coluna social de Regina Marshall do dia 14/03/2012 publicou uma nota intitulada “Abandono” onde afirma que um “leitor da coluna” não identificado, e “por meio da internet”, denuncia que um familiar seu foi violentado pela segunda vez nas dependências da Casa da Esperança.

Tal fato, além de denotar imensa irresponsabilidade jornalística, constitui crime em um estado democrático.

Quando se chega à situação de qualquer pessoa poder mandar uma nota para um jornalista e ter a sua desconfiança/calúnia publicada sem provas, e a título de denúncia, sem que tenhamos sido procurados previamente para nos manifestar, e sem uma checagem criteriosa das fontes da informação, tal ato não é apenas mau jornalismo: É passível de queixa-crime de calúnia e difamação.

Somos parceiros das famílias contra qualquer tipo de abuso cometido contra nossas crianças. Nossos profissionais são educados com base nos princípios da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

Fica aqui o meu repúdio, e o de toda a comunidade da Casa da Esperança, que é dirigida por famílias de pessoas com autismo, contra a autora desta nota infame, e uma imensa decepção contra um jornal que se configura dentre os de maior circulação em nosso estado.

Ser imprensa implica em uma grande responsabilidade, e não é digno de um jornalismo sério fazer acusações de tamanha gravidade da maneira leviana, insensata e displicente como a que foi realizada ontem. O dia 14 de março de 2012 é um dia de vergonha para o Jornal Diário do Nordeste: Esperamos mais de nossa imprensa.

Alexandre Costa e Silva
Psicólogo e Psicoterapeuta
Presidente da Fundação Casa da Esperança

Antes do iOS 5.1, se eu tentasse conectar meu iPod touch ao teclado dock, sempre dava erro.

Talvez por isso, não segui tentando. Hoje, por acidente, para não deixar o iPod bolando na mesa, espetei-o no teclado, enquanto assistia à keynote no iPad.

Coloquei o cotovelo por acidente sobre o teclado, e me assustei com a resposta! testei todas as funções do teclado e responderam prontamente, inclusive as funções de busca, brilho, controle de mídia, ativação/desativação do teclado virtual, botões home e lock, inclusive para tirar screenshot…

Inclusive o botão de porta-retrato, aquele que ativa a função correspondente no iPad, foi remapeado para mostrar a arte da mídia que está tocando, uma visualização totalmente nova, pelo menos para mim: não é no lock screen, nem na tela do iPod.app.

Incrível! Um iPadinho retina display de grátis. Vou começar a freqüentar os cafés com o teclado na bolsa tiracolo e o iPod no bolso 😀

IA Writer em promoção por tempo limitado

A partir de Hoje, quinta-feira, 08 de março de 2012, Meu editor de texto preferido, o iA Writer, agora é um app universal para iOS.

Todas as características que aprendemos a amar no editor de texto minimalista da Information Architects estão miniaturizadas e condensadas na telinha do iPhone/iPod touch.

O modo foco, como é implementado no iPad, não está presente, mas o editor traz um conjunto de telas extras, que facilita enormemente a digitação, evitando que fiquemos mudando de tela a todo instante.

O app está em promoção na app Store por tempo determinado, de 2,99 por 0,99.

Eu já tenho, mas se fosse você, não perdia essa.

Information Architects (iA) Writer Link para a App Store Brasileira

OmniFocus vs. Things: O Filho pródigo à casa paterna torna.

Modos de apresentação das açõesDesde a gravação do último iTech Hoje, graças aos amigos Vladimir Campos e Otávio Cordeiro, fiquei curioso em conhecer a interface e os tão aclamados benefícios da simplicidade, que são parte da filosofia do projeto Things, da Cultured Code.

Quem quer que comece a usar o GTD, a filosofia de gerenciamento de ações de David Allen, se engaja em uma busca incessante pelo “sistema perfeito”, aquele que você revisa uma vez por semana e ele guia você durante toda a semana seguinte para fazer o que tem que fazer.

Há um debate incessante na internet sobre qual dos dois principais programas de gerenciamento de ações para as plataformas da Apple contempla melhor as necessidades de um GTDer convicto.

Acompanho este debate desde logo depois de ler o Livro do David Allen, tendo me decidido, devido à complexidade do meu fluxo de trabalho, e à quantidade de atribuições de que me ocupo, pelo Omnifocus, há uns dois anos.
No entanto, meus amigos minimalistas me venceram: comprei o Things para passar a quaresma, tanto a versão para iPhone como a outra, para iPad.

Passei a semana lendo posts sobre o assunto e tirei a tarde do domingo para migrar (na Unha) os meus projetos do Omnifocus para o Things, para ver se conseguia levar a vida dessa forma, com mais design e simplicidade, e menos complexidade, abrindo mão da poderosa ferramenta que tanto vem me ajudando a ser mais produtivo, ainda que ela favoreça um tanto a minha tendência a “lamber listas”, em busca do sistema perfeito.

Simplicidade é o grande benefício do Things, pude concluir. Não há configuração inicial a fazer, além de ativar o beta, entrando nos settings e chacoalhando o iTreco. Isto nos dá o grande benefício da sincronia com a nuvem, que a equipe do Cultured Code está devendo a seus usuários há mais de um ano, quando todas as outras plataformas implementaram soluções análogas.

A interface do programa é limpa e bem desenhada, e as opções são limitadas, facilitando o uso imediato, bem como dificultando um pouco a vida de usuários GTD mais ‘hardcore’.

O Things usa os conceitos de Projetos e Áreas de responsabilidade como as categorias mais abrangentes de agrupamento de tarefas orientadas ao mesmo objetivo. Uma coisa que achei interessante foi poder deixar uma tarefa boiando em uma Área de responsabilidade, sem que ela esteja em nenhum projeto, ainda que a hierarquia de agrupamento seja AR -> Projetos -> Ações.

A implementação que o Things faz de contextos também é um show à parte. Ele usa tags, para configurar os contextos, ou a prioridade das tarefas, ou o grau de dificuldade, ou o tempo que você leva para fazer, ou o que quer que dê na sua cabeça fazer com elas. Essa flexibilidade não está presente no principal concorrente, o OmniFocus. Nele, os contextos têm a rigidez das pastas em um sistema de arquivos, ou seja, uma tarefa ou projeto não podem ter mais de um contexto.

Apesar de isso ir contra o “cânone” GTD, descobri alguns usos interessantes do conceito de uma tarefa ter mais de um contexto associado a si: Digamos que eu tenha uma tarefa que tenha que ser realizada no Mac, mas que seja uma tarefa de trabalho; se eu estiver no trabalho e selecionar as tarefas que devem ser realizadas naquele ambiente, o OmniFocus só me mostrará as que estão marcadas com @Trabalho. As que estão marcadas com @Mac só aparecerão se eu selecionar este contexto. No Things, se eu marcar uma tarefa como @Trabalho e @Mac, qualquer um dos dois que eu escolher para filtrar as minhas ações mostrará as tarefas marcadas para aquele contexto específico.

Esta é a boa notícia. Um pouco mais de elaboração do seu sistema, no entanto, lhe vai dizer para não marcar com @Mac senão as que você pode realizar em qualquer lugar em que tenha acesso à ele, deixando as tarefas para fazer no trabalho fora do contexto @Mac mesmo que tenha que usar um mac para realizar esta tarefa no seu trabalho.

O Omnifocus foi desenvolvido tendo o processo inteiro do GTD em mente. Merlin Mann, um conhecido escritor, podcaster e GTDer, foi contratado como consultor pelo OmniGroup para garantir que o programa fosse desenhado tendo como base o processo básico de coletar, processar, organizar, revisar e fazer como o principal eixo de sua construção.
Onde o Things lhe oferece uma interface bem elaborada, e minimalista, para começar inserindo as suas tarefas, O OmniFocus apresenta uma tela com pouquíssimas opções configuradas por padrão, e — sugestivamente — duas ações cadastradas: “Ler sobre GTD” e “Começando com o OmniFocus”.

Contextos padrão vêm pré-configurados, para você adaptar às suas necessidades. Até você pre-definir seu sistema, o próprio programa consiste num imenso “open loop”, uma esfinge para ser decifrada.

Isso intimida muitos usuários iniciantes, mas especialmente aqueles que não têm familiaridade com a terminologia e o fluxo de trabalho básicos do GTD.

O Things é uma plataforma interessante, bonita e prazeirosa de usar. Sua simplicidade me atraiu, e me fez migrar todos os meus projetos – funcionou como uma revisão semanal, pois muitos foram modificados no processo, para se adequarem ao “modo Things” de funcionar.

Uma coisa interessante que aprendi com isso é que os dois programas têm grandes apelos para o GTDer wannabe. O Omnifocus tem um sistema de notificações e lembretes, além de sincronizar com o iCal, o que é uma mão na roda para “esquecidos” como eu.

Para comprar e sair usando, claro, o melhor é ir de Things. Com o tempo, porém, e como eu havia tido minha experiência usando extensivamente o omnifocus antes, ele mostra suas limitações.

O GTD implica em tirar as coisas da sua cabeça (coleta), Descobrir o que são, e que destino dar a elas no seu sistema (processamento), que deverá estruturar e pre-definir o seu trabalho (organização) para otimizar a realização das suas tarefoas diárias (ação).

Como parte disso, ter um lugar definido para as next actions é fundamental: O Things coloca tudo como next actions. Se, no entanto, você quiser pedir sua namorada em casamento, como exemplifica este artigo, deve:

  1. Ligar para a futura sogra e descobrir o tamanho certo do anel de noivado @telefone (contexto)
  2. Ir até a loja e comprar um anel de noivado @rua
  3. Ligar para um restaurante bacana e fazer uma reserva @telefone

Se eu selecionar Next no Things e filtrar por tag, digamos, @rua, vou ver outras coisas que tenho que fazer na rua como próximas ações, junto com 2. Ir até a loja e comprar um anel de noivado.
Se eu fizer isto, vou me dar mal: O anel vai ser grande demais, ou pequeno demais, mas em todo caso ela vai pensar que eu estou reciclando um anel de noivado… E foge com o Pierre Ricardin (ver iTech Hoje #17).

O OmniFocus permite-me definir um projeto como sequencial, ou seja, uma ação só vai aparecer como “próxima” quando a anterior for completada.

Concordo que o software do OmniGroup tem uma interface super espartana e confusa, com mais possibilidades de uso que anos de vida de uma pessoa normal.

Mas uma vez aprendidas as suas forças, e decifrada a esfinge, a passagem se abre para uma ferramenta poderosa, que te deixa no controle total do seu sistema, ao mesmo tempo em que configura o seu sistema para controlar você adequadamente.

Uma coisa aprendi nestes dois dias de Things, no entanto: algumas funcionalidades como a pasta Today e a Pasta Next além das Áreas de Responsabilidade, me fizeram remodelar minha base de dados do Omnifocus do zero, para incorporar a simplicidade destas soluções.

No iTech Hoje #17 afirmei que o programa perfeito de GTD poderia ser um cruzamento entre o Things e o OmniFocus: Retiro o que disse. Dá pra configurar o OmniFocus para ele fazer o que o Things sabe fazer, sem abrir mão de características espetaculares, como a localização de contextos via GPS, e a integração com o calendário via assinatura de um servidor CalDav com o OmniSync Server.

Quer aprender mais sobre o Omnifocus? O Screencast que estou preparando já está quase saindo do forno. Se ainda não se decidiu, ou se já comprou o OmniFocus, vai se admirar com o que este programa extraordinário consegue fazer.

Alguns screenshots do OmniFocus