Uma reflexão nada engajada

O Cara é mac user, meu!Há pessoas para quem a eleição é um jogo maniqueísta. Não me importo se vão dizer que meu voto é “de direita” ou “de esquerda”. Detesto policiamento ideológico, e as amarras do “politicamente correto”. Sou um livre-pensador, na acepção mais radical do termo.

Apesar de todos os escândalos das cuecagens e coisa e tal, acredito que o presidente Lula fez um bom governo. No entanto, seu flerte com ditadores do mundo todo, e seu auto-engrandecimento exagerado me causam uma grande repulsa.

Além do que, os tais escândalos tiraram suas opções de sucessão, e sua candidata é MUITO fraca.

Assim, embora ache que ele fez algumas escolhas erradas durante a campanha, e que tb é um tanto prepotente, vou votar no @joseserra_… Afinal, isso não é concurso pra santo. Se fosse, não ficava um na disputa. Exceto, talvez a Marina Silva, que ainda está no “Tempo da Inocência”. Mas duvido que sua santidade resistisse a um mandato presidencial. Simplesmente é pressão demais. 

Minha mulher, naturalmente, que comprou o discurso do presidente Lula vai passar pelo menos o DIA sem falar comigo, numa expectativa realista.

Interessante esse fervor religioso dos cabos eleitorais: os candidatos não são santos, nenhum deles é de direita, e nenhum deles é MAU. Mas uns dizem isso a respeito dos outros.

E, tirando o Plínio Arruda, todos acreditam no que estão dizendo, inclusive a Dilma. Também não caio nessa de “terrorista”. Outros tempos, outras regras. O Brasil estava sob a mais cruel das ditaduras, quando ela se envolveu com ativismo armado. Não seria algo com que eu me envolveria só pela emoção, mas sempre há um ponto a partir do qual a luta se torna a única opção. Nunca é sábio julgar uma época com os parâmetros de outra.

Apesar de nenhum dos candidatos majoritários ser de direita, na acepção clássica da palavra, a direitona histórica brasileira aninhou-se dos dois lados: Sarney, e Collor apóiam Dilma. O DEM tá com o Serra. E daí?

O importante é saber que o Brasil conquistou uma situação de estabilidade, em que qualquer dos dois que vença, não vai lançar o país no caos. Talvez apenas definir prioridades diferentes.

Acredito, porém, que um pouco de alternância seja saudável para quebrar esse clima de messianismo que emburrece o país. Lula é um político. Não é um santo. O filme sobre ele não faz justiça a essa noção. Lula é um grande político. Uma liderança notável. Mas não é santo.

E, quer saber? Quero ver como é ter um GEEK presidente! #VoteJoseSerra45 😛 @joseserra_