O Xecápi do Cearense

Astaire Cearense

  “Xecápi” do cearense

O Seu Antônio, aproveitando a viagem a Fortaleza, foi ao médico fazer um ’
xecápi’.
Pergunta o médico:
– Sr. Antônio, o senhor está em muito boa forma para 40 anos.
– E eu disse ter 40 anos?
– Quantos anos o senhor tem?
– Fiz 57 em maio que passou.
– Puxa! E quantos anos tinha seu pai quando morreu?
– E eu disse que meu pai morreu?
– Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai?
– O véio tem 81.
– 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu?
– E eu disse que ele morreu?
– Sinto muito. E quantos anos ele tem?
– 103, e anda de bicicleta até hoje.
– Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê?
– E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar na semana
que vem.
– Agora já é demais! – Diz o médico revoltado. – Por que um homem de 124
anos iria querer casar?
– E eu disse que ele QUERIA se casar? Queria nada, mas ele engravidou a
moça…

 

ALEXANDRE MAGNO

Durante meus anos adolescentes, estudei sobre o grande general Alexandre, o Grande.
Apesar de não ter recebido meu nome diretamente em sua homenagem, imagino que conhecer seu homônimo mais famoso deve fascinar todos os Alexandres, em algum momento de sua vida.
Alexandre Magno era invencível. Só podia ser subjugado por Deus (ou deuses, como ele cria). Em uma das versões sobre sua morte, uma doença (malária) deu cabo de sua vida. Em outra, o alcoolismo.
Nas duas histórias, pouco lisonjeira como seja a segunda, Alexandre Magno não morre em batalha: não faz parte de seu Destino ser derrotado por um homem.
Sua história é marcante não apenas pela extrema habilidade militar e grande sabedoria como governante (a qual ele não teve tempo de desfrutar, tendo morrido aos 33 anos), mas também por uma indisfarçável crueldade, até para os padrões da época.
O homem cujo nome me foi dado foi um personagem controverso da história.
Se por um lado ajudou a unificar o mundo antigo, misturando idiomas e culturas diversas, que sem as suas campanhas militares teriam levado anos para interagir e se interinfluenciar, por outro reduzia a um monte de carne cortada e ossos estilhaçados quem quer que se interpusesse entre ele e seu objetivo.
No entanto, é muito fácil julgar um homem, do conforto de uma poltrona no século XXI, com padrões éticos diversos do caldo cultural que lhe originou, e em função do qual trabalhou.
Certo é que Alexandre amou, lutou, venceu, governou e morreu, deixando uma imagem de guerreiro eternamente jovem, cujo destino não era ser vencido, e nem mesmo envelhecer: sua morte precoce foi seu último triunfo contra o azedume que os anos trariam ao seu jovial projeto aristotélico de um mundo globalizado. Se hoje temos internet, e somos tão ávidos em conhecer gente de tantas culturas e idiomas diversos, devemos algo ao meu homônimo famoso, e sua espada ensangüentada.

Discurso para o lançamento do livro de poemas do meu pai

Numa avaliação apressada, tendemos a imaginar que toda literatura, quanto mais for volumosa e complexa, melhor ela é, mais densa e significativa. Tendemos a avaliar a inteligência, ou a sofisticação das pessoas pelo tamanho dos livros que leram, e mais ainda, dos que escreveram.

No entanto, escrever textos curtos é uma arte quase perdida. Encontrar a imagem, a lembrança, a metáfora que contêm múltiplos universos em poucas palavras não é um ofício popular, precisamente porque é o fruto de um contínuo labor, comparável ao do escultor, que – como uma vez mencionou Michelangelo – deve retirar da pedra bruta tudo aquilo que não é a estátua. Desta perspectiva, o cinzel desnuda a pedra, tal como a pena, a caneta, e mais recentemente o computador do escritor deve fazer com a realidade: Desnudar o fato banal, lapidar a imagem bruta, destroçar a memória-prima em seu confuso estado natural até que dela possa emergir, triunfante, a beleza poética, o lirismo.

Blaise Pascal, o físico, matemático, filósofo e teólogo francês, certa vez, finalizou uma enorme carta a um amigo com uma frase paradoxal: “Desculpe-me. Não tive tempo para escrever algo mais curto”.

Manoel César escreve curto. De todas as horas que ele viveu, algumas lhe marcaram, e lhe ficaram a remoer o coração e as idéias, até que brotassem poemas, em pequenas gotas de uma delicada fragrância literária.

Não foi sem desenvolver um amor inescapável pelas palavras, que fui criado em meio aos livros e aos poemas de Manoel César. Pelas palavras e por esses lugares em que elas habitam, as boas conversas e os livros. Com meu pai, aprendi a sentir pelos livros o tal “amor táctil” de que nos fala Caetano Veloso. Com ele aprendi a delícia de viajar o mundo inteiro, e por mundos inexplorados, no conforto seguro da minha biblioteca.

Com ele aprendi que nossas memórias são jóias preciosas, que, quando lapidadas, dão belíssimos poemas, cujas imagens singelas evocam em nós uma candura que a velocidade do mundo globalizado quase não nos permite mais sentir. O mundo ficou pequeno em mais de um sentido da palavra.

Mas não no sentido em que são pequenos os poemas de Manoel César. Sua pequenez é a da flor que rompe o asfalto, uma imagem tão frequente na literatura, quase a ponto de tornar-se clichê, mas que não perde nunca sua capacidade de expressar a resistência das musas cantantes, acompanhadas das liras da poesia contra a dureza de gerações que não mais sucumbem aos seus apelos.

Apreciem mais este colar de pedras preciosas, lapidadas por esse homem, esse poeta, esse marido, a quem sempre me orgulharei de chamar de pai.

Alexandre Costa e Silva – Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Primeiro post a partir do iPhone usando um teclado Bluetooth

Muito interessante a abordagem. Já estou querendo comprar um case para o teclado, para andar mais leve, já que o maior inconveniente para o trabalho no iPhone é o tamanho do teclado.
Vamos ver até onde consigo trabalhar usando meu “iPad Mini” sem precisar de MacBook Pro. Adeus, michila pesada nas costas. Olá, pastinha estilo capanga para carregar o teclado 😛
Como tenho os principais aplicativos de produtividade para iPhone da App Store, posso até trabalhar no meu livro usando ferramentas como o GoodReader e o SimpleNote, e depois, no Mac, importar os resultados para o Scrivener.
Blogar do iPhone sempre me pareceu uma gambiarra, e me dou conta agora de que isso se deve ao fato de que é MUITO desconfortável teclar nesse tecladinho pequenino quando se tem uma mão do tamanho da minha…
Mais tarde, no AppleGênio, vamos tentar um review completo, com ScreenShot e tudo, totalmente a partir do iPhone, com o auxílio luxuoso do meu teclado bluetooth Apple.
Confesso que – de todos os novos desenvolvimentos contidos no iOS4, o que me agradou mais foi esse. Sinto-me liberto do LapTop, já que meu trabalho é principalmente escrever.
Que venha o iPad e o iPhone 4 e me deixem ainda mais distante do MBP!!!